quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A GRANDE INVOCAÇÃO

Que as Forças da Luz tragam a iluminação ao gênero humano.
Que o Espírito da Paz se espalhe em todos os lugares.
Possam os homens de Boa Vontade, em todos os lugares,
Unir-se num espírito de cooperação.

Possa o perdão, por parte de todos os homens,
Ser a tônica destes tempos.
Que o poder ouça os esforços dos Grandes Seres.
Que assim seja, e ajudai-nos a fazer a nossa parte.

Que venham os Senhores da Libertação.
Que tragam socorro aos filhos dos homens.
Que venha o cavaleiro do local secreto.
E, ao chegar, que salve.
Vinde, ó Ser Supremo.

Que as almas dos homens despertem para a luz
E que possam permanecer concentradas no objetivo.
Que a ordem de Walkan Tanka se adiante; chegou o fim do infortúnio!
Vinde ó Ser Supremo.

Chegou a hora do serviço da Força da Salvação.
Que ela se alastre por todos os lugares, ó Ser Supremo.
Que a Luz, o Amor, o Poder e a Transformação
Preencham o propósito daquele que se aproxima.
A vontade de salvar está aqui.
O amor por levar o trabalho adiante está amplamente difundido.
A ajuda ativa de todos os que conhecem a Verdade, também está aqui.
Aproximai-vos ó Ser Supremo e harmonizai esses três.
Construí um grande muro de defesa.
O domínio do mal deve terminar agora.

Do ponto de luz na mente do Grande Espírito
Que flua a luz às mentes dos homens,
Que a luz desça à Mãe-Terra.

Do ponto de amor no coração do Grande Espírito
Que flua amor aos corações dos homens
Que o sentimento do amor retorne à Mãe-Terra.

Do centro onde a vontade do Grande Espírito é conhecida
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens,
O propósito que os Mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos raça dos homens
Que se cumpra o plano de amor e luz
E se feche a porta onde se encontra o mal.
Que a luz, o amor, e o poder restabeleçam o plano do Grande Espírito sobre a Mãe-Terra.

Do centro da Vontade e do Poder
Que o propósito do Rei
Seja o propósito de todos os homens.

Do centro da Sabedoria e do Amor
Que a obra dos Grandes
Seja o serviço entre todos os homens.

Do centro da Inteligência e da luz
Que o Verbo do Amor seja ouvido e atendido.
E que o Espírito de Cooperação una a todos os homens.

A Era da Redenção chegou!
Que o cavaleiro soerga a espada!
Que o plano do Grande Espírito se realize!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

EXPERIÊNCIA


Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés prá fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela
de arroz  carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar
pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e
alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida
é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?'.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência. Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Não!
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
'Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?'



*Redação vencedora de um processo seletivo para emprego na Volkswagen.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A VIAGEM XAMÂNICA


Eu comecei a estudar a arte da pajelança com o meu avô, aos seis anos. Ele, um homem muito rígido na forma de ensinar, exigia de mim sabedoria e conhecimento, o que antecipou bastante meus estudos, e me deu um grande conhecimento muito cedo. Porem, eu não vivia na tribo. Minha mãe havia se casado com um negro, e se mudou pra cidade. Lá eu nasci. Lá comecei a estudar, vez ou outra passava pela tribo, levado pelo meu avô, o Payé Tukwura. Dez longos anos de estudo, até a minha iniciação. Porém Pa’i Kwara reservava algo para mim, uma surpresa na minha iniciação.
Um dos atos que marcavam a minha iniciação era o inicio de uma jornada xamânica, para qualquer lugar. Eu tinha dezesseis anos. Eu me lembro que orei muito para que a Mãe Terra me desse uma verdadeira viagem, que eu fosse direto para o centro da minha alma, e que pudesse aprender nela a ser um pajé de verdade. E meu pedido foi atendido.
Eu juntei vinte e cinco mil reais, e fui para o aeroporto, a fim de pegar o primeiro avião, sem destino certo. No guichê, a moça me dizia que havia um avião partindo para a Austrália. Entrei nele, sem medo. Muitas malas, utensílios xamânicos, dinheiro.  Tudo o que eu precisava em minhas mãos.
Uma viagem longa. Cansativa. Nove horas dentro de um avião e de repente, uma turbulência. O avião caiu. Em solo, numa ilha. Somente quatro pessoas sobreviveram.. eu, uma moça de seus vinte e três anos, um senhor de setenta e oito anos e uma velhinha de oitenta e três. Aos dezesseis anos, eu tinha nas mãos uma mulher insegura, dois velhos para cuidar, sem comida, sem abrigo, em um lugar com uma topografia que eu não conhecia, com uma vegetação e fauna que eu não conhecia, tendo somente o xamanismo como âncora e um lugar onde meus vinte e cinco mil reais não valiam nada.
A primeira medida a tomar era construir um abrigo. Enquanto Nuria, a jovem africana cuidava dos velhos, eu me encarreguei da fogueira e do abrigo. Andando pela mata, eu percebi uma coisa..havia muito tabaco selvagem, e muita maconha. Havia uma quantidade grande de búfalos, o que pressupunha um dono, mas com o tempo eu parei de procurar. Eu e Nuria nos revezávamos nos cuidados do Sr. Andréas Shaeffer, um advogado aposentado alemão, e dona Ivha, uma senhora indiana de oitenta e três anos.
Tive que aprender com eles o alemão e o hindu, até mesmo para poder cuidar dos dois. Com o tempo, acabamos adotando um dialeto próprio, uma mistura de português, guarani, hindu, alemão e crioulo. Aos dezessete, tínhamos uma casa forte, comida, porque haviam suprimentos no avião, que eu consegui plantar, havia fumo e maconha, que eu e Nuria aprendemos a processar, havia chá de cogumelo, fazíamos os rituais, seguíamos e cultuávamos as estações do ano, construí um totem, aprendi a caçar, pescar, fiz meu tambor com o oco de uma arvore de cem anos e o couro de um búfalo que eu cacei, prendi a observar os animais e ver eles me ensinarem sobre as ervas do local, quais serviam para cura, quais eram boas para comer, quais eram venenosas. Entendi a importância da chuva, aprendi a apreciar com é bom quando ela cai. Aprendi a amar Nuria, e ela aprendeu a me amar. Aprendi a respeitar o Sr. Andréas como meu pai. Ele me ensinou como um homem deve agir perante as leis. Aprendi a amar dona Ivha como minha mãe, minha anciã sábia, que me ensinou o respeito às divindades, as magias hindus, e acima de tudo, me ensinou a ser um sacerdote. Tinha uma vida calma, boa alimentação, estava no auge do meu poder xamânico, e então, comecei a aprender as duras lições da vida.
O primeiro a nos deixar foi o Sr. Andréas. Ele precisava tomar remédios, que se perderam no acidente. Ele suportou três anos sem os remédios. Eu chorei, como uma criança que perdeu o pai. Nossa vida nunca mais foi a mesma sem ele. Eu fiz então, o meu primeiro funeral. Uma dor imensa atingiu o nosso lar na mata. Um silêncio de cortar o coração. Onze meses depois foi a vez de a dona Ivha nos deixar. Ela já estava com oitenta e sete, coitada. Não suportou a vida dura da mata. Meu segundo funeral se seguiu de uma súbita alegria. Nuria estava grávida. Não sei explicar o que senti, ao descobrir que seria pai. Os ritos de revelação indicavam a vinda de uma menina.
Eu curti muito a gravidez dela, confesso que fui um pai babão. Usei o quarto dos idosos como o quarto da nossa menina, que se chamaria Akai. Aprendi a criar abelhas, e tinha mel a vontade. Consegui domar uma búfala, então eu também tinha leite. Havia gamos crocodilos, aves grandes, e tudo nos servia de comida, e fazia roupas e cobertores de suas peles, e enfeites e instrumentos mágicos com suas penas. Minha pequena aldeia voltava a bonança. Tínhamos três animais de estimação. Uma raposa, que Nuria apelidou de Mordack, um urso, que eu tentei espantas das abelhas, mas ele acabou ficando. Nós o chamávamos de Dandara. Um gorila, que começou a fuçar nosso lixo atrás de frutas e nós passamos a deixar uma bandeja de frutas para ele. Ele era o Darack. Nuria alimentava alguns beija-flores, mas havia um em especial, um azul, ele comia na mão dela, havia uma conexão muito forte com o danadinho. Akai crescia saudável, e foi quando um novo baque nos arremessou contra a parede. Nuria colhia flores, para os enfeites de beltane, quando foi mordida por um dragão de komodo. Eles não são venenosos, mas tem uma boca tão podre que ao morder um animal, ele morre em poucos minutos de infecção. Acho que este foi o maior choque de minha vida, encontrar minha tão amada esposa aos pedaços na mata. Agora, éramos somente eu e Akai. Virei mãe. Foi difícil me adaptar a organizar meu tempo para cuidar da plantação, cuidar de Akai, ensinar-lhe o português, o guarani, o crioulo, o alemão, o hindu, ler, escrever,  cuidar de sua educação ambiental e espiritual. Só então, eu me lembrei de um detalhe. No quinto aniversário de Akai, dez anos depois do acidente, eu me lembrei que eu tinha vinte e cinco mil reais, e que aquele lugar poderia ser habitado, de alguma forma. Pai céu jamais deixa seus filhos sozinhos..
Eu fiz um enorme suprimento de comida, peguei nossas roupas, celei dois búfalos e a búfala, coloquei nela os suprimentos e o dinheiro, um búfalo carregava Akai e suas coisas e o terceiro eu e minhas coisas, e demos adeus a nossa pequena cabana na mata. saímos sem rumo. Uma viagem xamânica dentro da minha viagem xamânica. Sai, e depois de dois meses de viagem, encontramos um pequeno vilarejo. Estávamos nas ilhas Fiji, e eu consegui encontrar uma pequena pista de pouso, de onde consegui pagar o frete de um avião até Sidney. Lá compramos roupas novas, abandonamos os búfalos e seguimos, para a argentina. Da argentina, voltamos a São Paulo, e de lá, de ônibus segui direto para a tribo. Eu saí de casa, na minha iniciação, aos dezesseis anos de idade, para aminha viagem xamânica. Voltei dez anos depois, com vinte e seis anos, para a minha tribo, pai, viúvo, um payé completo. Instrumentos mágicos com a minha energia, conectado com o divino. Com uma discípula. Desde quando saí, meu cocar me esperava, e então finalmente o coloquei. Muito prazer. Meu nome é ÑANDESY IDIA TUKWURA KAIOWÁ.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CURE O MUNDO!

 Fazer um pouquinho pelo planeta, todos os dias não dói. Se está muito quente, chovendo demais ou a Terra está tremendo, se o vendo está derrubando suas casas, e a praia está menor, lembre-se: A culpa e a responsabilidade do conserto é nossa!


ahow!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O SUSSURRO DO GRANDE ESPÍRITO.



O Espírito da Terra trepidou no vale do meu coração.
Eu evoquei meu animal sagrado de poder
e o Gorila surgiu...
E na Terra eu dancei,
meu chakra cardíaco se expandiu e amou...

O Espírito da água lavou as entranhas da minha voz.
Eu evoquei meu animal sagrado de cura
e a Águia surgiu...
E na Água eu mergulhei,
meu laríngeo abençoou e cantou a canção da alma...

O Espírito do Fogo queimou as tolices do meu ego.
Eu evoquei meu animal sagrado de sabedoria
e o Urso Pardo surgiu...
E na fogueira eu me aqueci e me consolei,
meu chakra frontal SE enxergou, ME enxergou, e questionou...

E o Espírito do Vento soprou no vale de meu coração.
Eu evoquei meu animal sagrado espiritual
e a Raposa surgiu...
E no Prhana eu meditei,
meu chakra coronário transcendeu, sentiu, descobriu e calou.

Uma fração de tempo melancólica se seguiu.
Era a reflexão do meu coração.
Circunspectos, eles me olhavam, 
o Gorila, a Águia, o Urso e a Raposa.
Se posicionavam nos quatro cantos cardeais.

Eu me levantei a mirar a abóbada celeste
ergui os braços qual as asas da Águia
como quem ameaça alçar vôo dentro do coração do Grande Espírito,
que a milênios sussurra em minha consciência.
Eu cantei...

cantei e dancei louvando a natureza,
dancei e sorri dando graças.
o Gorila gritava, como quem cantava comigo
minha coluna brilhou e um funil de luz me uniu ao cosmos
pelo alto da minha cabeça.

A natureza me ungiu em cura eterna
e a Raposa se aproximou...
Ia e voltava em ritmo, exaltando a lealdade.
Meus passos dançantes pulsavam com ela,
e uivávamos juntos.

E o Urso me ensinou cautela e discrição.
Postei as mãos rente a testa de olhos fechados,
e a raposa lambeu meu rosto.
Ela me ensinou a flexibilidade do aprender a aprender,
me disse para cometer apenas erros novos e evitar os antigos.

E com respeito a natureza e humildade, dançando,
cantando e orando,
eu, a Raposa,  o Urso, o Gorila e a Águia evocamos os elementais.
Antes, pedimos a licença e a presença dos Devas Solares.

o Gorila evocou os Gnomos da Terra,
o Urso evocou as Ondinas da Água,
a Raposa evocou as Salamandras do Fogo,
e a Águia evocou os Silfos do Ar.
Eu evoquei Walkan-Tanka, o Grande Espírito, a presença no céu de nossos corações.

Uma reverência espontânea e infinita se instalou.
Os olhares daqueles seres extrafísicos se miravam
com as virtudes e potenciais dos olhares dos seres arquétipos
plasmados em minha realidade.

E nossos olhares serernos se entrecruzavam naquela profunda reverência, 
e todos éramos um só no céu e terra do coração do Grande Imanente
que nos enviou um sábio Xamã.
Um único amor inefável nos unia, 
e ficamos ali até o anoitecer em volta da fogueira
dançando e cantando...

E o Sábio Xamã falou:

"O conhecimento penetra na mente que se abre,
mas só a experiência pousa no coração que sente.
O conhecer pode cegar o coração, 
mas só a experiência real do coração que sente
é capaz de abrir as janelas profundas da mente.
Assim, a arrogância serve para quem 'tudo sabe', mas
 nada sente."

E naquele Xamã eu via os olhos do mundo e o coração da humanidade.
Vi nele os Pretos Velhos, os Pais fraternos, os Mestres Carinhosos, os Avatares, 
as mães amorosas, os irmãos cuidadosos,
vi o seio de Gaia, vi o verde das montanhas, o fogo dos vulcões e
a água das nascentes.

Ele já havia queimado as tolices do seu ego há muito tempo
e dedicava sua vida aos viajantes sinceros que se empenham
na autotransformação,
tal qual a lagarta, que se transforma em borboleta.

Em seus olhos, eu ví meus olhos.





Ahow!!

domingo, 12 de dezembro de 2010


"Eu sou o grito de toda a vida 
que alcança o mistério 
da verdadeira consciência. 
Eu sou o eterno.
O agora da criação. 
Eu sou o espaço, 
através do qual viaja o tempo. 
Através de mim você experimenta 
o dom da reflexão, esperança 
e sabedoria e assim 
você poderá conhecer a si mesmo. 
Conhecer-se como criador e criatura, 
menor que um grão de poeira 
e tão grande quanto 
o Deus que você louva." 
Xamã Archie Fire Lamer Deer

Guerreiros da Luz

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O GUERREIRO DA LUZ

O guerreiro da luz sabe que cada batalha contém os ensinamentos que o levarão à conquista da próxima. Sabe que pequenas conquistas levam a grandes vitórias. Também sabe que a perda de uma luta não significa a perda da guerra.
O guerreiro da luz é impenetrável. Suas manobras não podem ser desveladas pela astúcia inimiga. Seus movimentos não podem ser preditos, cada passo que o conduz é original, assim, vence sem dar assalto, sem desembainhar a espada e sem subestimar o adversário. Simplesmente se apodera de um Reino do qual já é o Senhor.
O guerreiro da luz eterna sabe que o caminho que o homem trilha nesta vida é o mesmo, apenas a direção é que revela a essência da sua busca. Sabe que é isso o que diferencia o homem do HOMEM e a escala de evolução que ele trilha. 

Todo guerreiro da luz já ficou com medo de entrar em combate.


Todo guerreiro da luz já traiu e mentiu no passado.

Todo guerreiro da luz já perdeu a fé no futuro.

Todo guerreiro da luz já trilhou um caminho que não era o dele.

Todo guerreiro da luz já sofreu por coisas sem importância.

Todo guerreiro da luz já achou que não era guerreiro da luz.

Todo guerreiro da luz já falhou em suas obrigações espirituais.

Todo guerreiro da luz já disse sim quando queria dizer não.

Todo guerreiro da luz já feriu alguém que amava.

Por isso é um guerreiro da luz: passou por tudo isso, e não perdeu a esperança de ser melhor do que é.


Algum dia, tuas frágeis mãos poderão perceber quão fortes são as ações por elas praticadas.